A Carregar...
Por favor aguarde...

A um passo da solução para o Alzheimer

3 JAN 2018

A RTP estreou, ontem, dia 2 de janeiro, uma série documental intitulada 10 Segundos para o Futuro

A série, de produção nacional, está dividida em 4 episódios e debruça-se sobre a questão de como vai viver a Humanidade em 2077.

 

Os recursos que vamos usar para viver, as tecnologias que serão criadas e os desafios que, enquanto humanidade, teremos de enfrentar são alguns dos assuntos abordados e discutidos por vários cientistas, futuristas e personalidades de referencia mundial presentes ao longo dos documentários.

No primeiro episodio, o físico teórico Michio Kaku, da City College of New York, refere uma das descobertas mais relevante e revolucionária para o rumo das demências, em particular o Alzheimer.

Michio defende que a próxima grande coisa a digitalizar é o cérebro humano. E já podemos gravar memórias em ratos. Memórias simples como aprender a beber água de um tubo, podemos gravar essa memória colocando elétrodos no hipocampo do cérebro e depois disparar esses impulsos de volta no hipocampo, muitos meses depois, quando se esqueceram da tarefa. E, bum! Eles lembram-se. 

A seguir, vamos fazer isso em primatas. Talvez um primata coma uma banana e nós gravemos a memória. 

E a seguir, doentes com Alzheimer. Pense nisto: a doença de Alzheimer é talvez a doença do século. Com milhões de pessoas a vaguear pelas ruas, interrogando-se: quem sou eu? Onde é que moro? Elas vão ter um botão. Carregam no botão e as memórias vão inundar-lhe o hipocampo, lembrando-lhes quem são, onde vivem, o que têm de fazer hoje. Isto vai mudar a maneira como vemos as memórias. O modo como vemos o cérebro. 

E mesmo depois disso, quem sabe, quando se quer aprender cálculo, aprender matemática, talvez os alunos só tenham de carregar num botão e… Ah! De repente entendem matemática avançada. 

Claro que ainda não estamos aí, só podemos fazer isso em ratos. Mas só o facto de podermos fazer isso é fantástico. *

 

Imagem Blog: 20180115200140_22172-850x478.jpg

Imagem retirada de http://media.rtp.pt/2077/sobre/

 

Ainda no seguimento desta ideia, Nick Bostrom, diretor do Future of Humanity Institute considera que a ideia de que se pode transferir a mente humana para um computador é uma coisa impossível agora, mas com tecnologia mais evoluída, deverá ser possível. Se isto se fizesse com resolução e precisão suficientes, teríamos então algo com comportamento idêntico ao da pessoa original. Teria as mesmas memórias, a mesma personalidade, a mesma capacidade para pensar e falar que o original. E dependendo da perspetiva filosófica, podemos ser a pessoa original. *

 

Veja ou reveja o primeiro episodio da serie documental aqui.

Poderá acompanhar os restantes episódios na RTP1. O próximo é já no dia 9.

 

* Discursos transcritos do vídeo original do primeiro episódio da série documental 10 Segundos para o Futuro.

Fonte: RTP1

 

 

PARTILHE ESTE ARTIGO: