A Carregar...
Por favor aguarde...

Cuidados Continuados e Cuidados Paliativos

7 OUT 2016

A área de Cuidados Continuados e Cuidados Paliativos assume, cada vez mais, uma importância fulcral nos sistemas nacionais de saúde.

 

Este tipo de cuidados é hoje encarado como um direito humano inviolável que requer estratégias de organização e de garantia de dignidade. Estes cuidados deverão ser assegurados pelos melhores profissionais, capazes de elevar a prestação destes serviços a um nível de apoio incondicional e de assistência total em casos de doença crónica ou de qualquer paciente em fim da vida.

 

cuidados paliativos e continuados

 

O termo “paliar”, significa “adiar” e “atenuar”, neste caso, significa uma conciliação de estratégias e métodos capazes de adiar o sofrimento e assegurar aos doentes, e respetivas famílias, uma qualidade de vida digna e reconfortante.

A preocupação em apostar na formação dos diversos profissionais de saúde deste campo de atuação resulta, desta forma, de uma tentativa de melhoria constante face aos serviços proporcionados. Ao nível ético, esta prática deverá traduzir-se num respeito constante pelos direitos humanos, tal como refere Andreia Cruz no estudo da Universidade do Porto “a formação médica deve preparar os futuros clínicos para o momento em que os aspetos técnicos, por si só, os deixam desarmados, para o momento em que nada se pode fazer pela doença, mas muito se continua a poder fazer pelo doente e, até, para o momento em que vão ter que estabelecer objetivos de vida com o doente, na perspetiva da possibilidade de morte, apesar de afincadamente treinados para a cura”. Os Cuidados Paliativos surgem no final da década de 60 como reação a uma tendência crescente de desumanização que então se fazia sentir na medicina moderna. Em 1967, Cicely Saunders criou o St. Christopher’s Hospice em Londres, iniciando o chamado “movimento dos hospícios”, os primeiros locais que reuniam especialistas para controlo e apoio à dor. O termo “cuidados paliativos” surge, posteriormente, em 1975 com a criação do Palliative Care Service no Royal Victoria Hospital, em Montreal, por Balfour Mount.

Em Portugal, cria-se em 1992, no Hospital do Fundão, o Centro Hospitalar de Cova da Beira, uma unidade de dor com internamento, que é hoje um Serviço de Medicina Paliativa (SMP). O primeiro serviço de Cuidados Paliativos viria a surgir no IPOPFG, EPE, em 1994. Em 2004, foi publicado pelo Ministério da Saúde o Programa Nacional de Cuidados Paliativos. Segundo a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), fundada em 21 de Julho de 1995, estão disponíveis em Portugal 25 Unidades de Cuidados Paliativos (internamento), 23 Equipas Intra-Hospitalares de Suporte em Cuidados Paliativos e 11 Equipas Domiciliárias de Cuidados Paliativos.

Para os autores Carolina Henriques e Nelson Oliveira, é fundamental que “Os cuidados paliativos se iniciem ainda quando se mantêm os cuidados curativos, fazendo-se, se for o caso, uma transição progressiva entre os cuidados de caráter curativo e os paliativos numa perspetiva de promoção do conforto”.

Em suma, importa continuar a apostar na formação dos profissionais desta área tão exigente e desafiante para que os cuidados proporcionados se traduzam numa abordagem global, humanizada e holística do sofrimento e que o acompanhamento seja introduzido em fases cada vez mais precoces da doença.

 

Fontes:  www.apcp.com.pt,  www.dgs.pt 

 

Imagem Blog: 5a8704cd63b0c-1378x1378.jpg

 

 

 

PARTILHE ESTE ARTIGO: