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O Efeito Pigmaleão nas Empresas

9 MAI 2016

As expectativas da gestão: o que acontece se você, como gestor, tiver a expetativa de que os seus trabalhadores são capazes de realizar um trabalho de alta qualidade?

Veja neste artigo da nossa formadora Ana Pinto, publicado na RH Online.

 

 

O EFEITO PIGMALEÃO NAS EMPRESAS

 

As expetativas que os gestores têm acerca dos seus trabalhadores afeta a produtividade dos mesmos? Se a literatura encontra evidência deste efeito em ambientes escolares e militares, em ambientes empresariais muito há ainda por descobrir.

Lembremo-nos da história de Pigmaleão: um rei cipriota via tantos defeitos nas mulheres que acabava por rejeitá-las, resolvendo ficar solteiro. Pigmaleão era um exímio escultor e, por isso, decidiu esculpir a estátua de uma mulher em marfim, dotando-a de uma beleza tal, que ultrapassava a beleza de qualquer mulher de carne e osso. O artista acabou por se apaixonar pela sua criação artificial. Enfeitiçado pela paixão, quando chegou o dia de um célebre banquete em homenagem a Afrodite, deusa do amor e da beleza, Pigmaleão dedicou-lhe um sacrifício, suplicando-lhe que lhe enviasse para casa uma mulher semelhante à estátua. Afrodite atendeu ao seu pedido, transformando a estátua numa mulher de carne e osso. Pigmaleão acabou por se casar com Galateia, com quem, algum tempo depois teve uma filha, chamada Pafos.

 

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Esta história de Pigmaleão é por todos nós bastante conhecida, trata-se de uma história que se transformou num mito e diz-nos que podemos realinhar a realidade de acordo com as nossas expetativas. O efeito Pigmaleão nas empresas sustenta, assim, que o prognóstico que os gestores fazem acerca dos seus trabalhadores pode tornar-se realidade. Quando o gestor espera que algo aconteça, age como se a previsão fosse real, e o seu prognóstico acaba por tornar-se realidade. Os comportamentos dos trabalhadores refletem e confirmam as impressões que os gestores têm acerca deles.

Em condições cientificamente controladas, um gestor que é levado a acreditar que trabalha com pessoas talentosas, mesmo que elas não o sejam, vai trata-las, de forma consciente ou inconsciente, de modo diferente das pessoas que ele acredita não serem talentosas. O resultado líquido é que as pessoas que o gestor acredita que são talentosas atingem níveis de produtividade superiores. Isto acarreta profundas implicações práticas para os gestores e empresas: como gestor como é que você olha para os seus trabalhadores (talentosos/não talentosos)?

 

Já reparou, enquanto gestor, que as expetativas/crenças acerca dos trabalhadores se traduzirem na forma como os trata e isso pode ter influência no seu desempenho? De acordo com o efeito Pigmaleão se um gestor acredita que os seus trabalhadores só são capazes de realizar um trabalho mediano, subconscientemente ele vai tratá-los de uma forma que dá sinal para um nível de desempenho mediano, reforçando, assim, a sua crença (é um ciclo vicioso!).

 

O que acontece se você, como gestor, tiver a expetativa de que os seus trabalhadores são capazes de realizar um trabalho de alta qualidade?

 

Fica o desafio aos gestores: preparados para testar o efeito Pigmaleão?

 

 

Autoria: Ana Pinto

Fonte: RH Online

 

 

Formação relacionada:

Pós-Graduação em Gestão de Recursos Humanos

Curso Prático em Gestão e Liderança

 

 

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