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Pode falar livremente na organização?

9 JUN 2016

Porque será que muitos colaboradores preferem permanecer calados do que propor iniciativas ou sugerir novas ideias no seu local de trabalho?

Conheça o artigo de opinião, publicado na RH Online, pela Professora Doutora Ana Pinto, formadora no Instituto CRIAP.

 

Porque será que muitos colaboradores preferem permanecer calados do que propor iniciativas ou sugerir novas ideias no seu local de trabalho? Os gestores das organizações muitas vezes não entendem porque é que este facto ocorre.

Advogam, em sua defesa, que possuem uma política de “porta aberta” e que usam um conjunto de ferramentas para melhorar a comunicação down-up (por exemplo, através do recurso aos questionários). Apesar dos gestores estarem bem-intencionados com estas medidas, pensemos: quantos colaboradores se dirigem aos gestores com o propósito de propor ideias e iniciativas? O facto de a maioria dos questionários serem anónimos não subentende que não é seguro partilhar o ponto de vista do colaborador com a organização?

 

Recursos Humanos

 

O medo das consequências por parte dos colaboradores de falarem de forma livre e a banalidade estão na base da opção pelo silêncio. Medo de que consequências? De poderem vir a ser despedidos, de não terem direito à tal promoção, de serem transferidos, etc. – porque consideram que os gestores vão levar os comentários de forma pessoal ou que estão a desrespeitar o seu conhecimento.

Porquê a banalidade? Os colaboradores creem que mesmo que falem nada vai ser feito de forma diferente, nada vai mudar. Gerir este cenário é um desafio.

A literatura e a prática evidenciam que os colaboradores quando têm voz ativa na organização aumentam a eficácia da mesma. O que fazer? Implementar uma cultura organizacional mais verbal que impulsione e facilite a partilha de ideias/iniciativas entre colaboradores e gestores. Que essa partilha seja efetuada face a face de forma transparente e honesta. Quem fica a beneficiar com este tipo de cultura? Todos! Os colaboradores, porque atuam de forma dinâmica na organização e se sentem valorizados – evitando assim efeitos como a alienação, em que o seu trabalho se processa de modo a originar coisas que instantaneamente são separadas dos interesses e do alcance de quem as originou para se transformarem, indiferentemente, em produtos/bens. Os gestores, porque têm colaboradores motivados e comprometidos, e, em última análise, otimizam a eficácia da organização.

Antes de se procurar especialistas externos para darem resposta a um determinado tipo de problema na/da organização, é necessário verificar se os colaboradores da mesma estão na posse da informação/solução necessária, as probabilidades de isso acontecer são elevadas… permitam-se!

 

 

Conheça aqui o artigo original.

Fonte: RH online

Autoria: Ana Pinto

 

A equipa que cria,
CRIAP

 

 

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