PERSPETIVA HISTÓRICA DA VIOLÊNCIA NA FAMÍLIA
- Da invisibilidade ao seu reconhecimento social, político e científico
- Estratégias nacionais de prevenção à violência doméstica
- O papel das Organizações Não Governamentais e da sociedade civil;
VITIMOLOGIA: CONCEITOS GERAIS
- O surgimento da vitimologia e as teorias da vitimação
- O impacto do crime na vítima;
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: CONHECER A SITUAÇÃO E REFLETIR SOBRE ELA
- Violência nas relações de intimidade
- Distinção conceptual entre violência de género, violência doméstica, violência familiar e violência nas relações de intimidade
- Crenças, estereótipos e atitudes bloqueadoras face à problemática da violência nas relações de intimidade
- Definição e formas de violência nas relações de intimidade
- Dados epidemiológicos, incidência e prevalência
- Perspetivas explicativas da violência nas relações de intimidade
- Custos sociais, económicos e de saúde associados à violência nas relações de intimidade
- Dinâmicas e processos associados à violência nas relações de intimidade:
- Ciclo da violência
- Poder e controlo
- Características psicossociais do agressor
- Características psicossociais das vítimas
- Consequências e impacto da vitimação: sintomatologia psicológica, sintomatologia física, consequências socioeconómicas:
- Especificidades da relação abusiva: fatores explicativos para a sua manutenção
- A violência sobre os idosos – especificidades
- A violência sobre as crianças - especificidades;
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: ORIENTAÇÕES PARA A INTERVENÇÃO PSICOSSOCIAL
- Os/as diferentes profissionais da Intervenção
- O papel dos/as profissionais (atitudes, crenças, vivências e perceções face à violência doméstica)
- A importância do trabalho multidisciplinar em rede
- Princípios reguladores da intervenção
- Reconhecimento e prevenção das especificidades e dificuldades na intervenção em situações de violência doméstica
- Interpretação e compreensão dos indicadores de alerta
- Identificação das necessidades das vítimas de violência doméstica
- Trauma, resiliência e estratégias de coping
- As estruturas de atendimento existentes a nível nacional: especificidades
- O processo de apoio
- Os espaços físicos de atendimento: especificidades
- O perfil técnico e pessoal do/a Técnico/a de Apoio à Vítima
- O conceito de mudança e de sucesso terapêutico na problemática da violência conjugal
- Os distintos modelos de intervenção: especificidades, vantagens e limitações
- Competências e estilos de comunicação, técnicas de entrevista e atitudes comunicacionais, princípios de conduta e atitudes no contacto com a vítima
- Processo de apoio tendo por base o modelo de intervenção em crise - princípios orientadores do modelo e estratégias
- Perturbação de Stress Pós-Traumático
- O processo de acompanhamento psicossocial da vítima: estratégias de empoderamento, autonomização, reinserção socioprofissional, percursos institucionais, definição de projeto de vida alternativo
- Avaliação do risco
- Planos de segurança pessoal: objetivos, tipologias diferenciais
- Processos de encaminhamento:
- Para outras respostas na comunidade
- Protocolo de atuação no encaminhamento para Casa Abrigo
- Particularidades na Intervenção com idosos vítimas de violência familiar
- Particularidades na Intervenção com crianças vítimas de violência familiar
- Especificidades do atendimento telefónico
- Burnout
- O risco de burnout e o apoio à equipa de profissionais
- Da prevenção à gestão do burnout
- Fatores de risco e de proteção;
A LEI E O COMBATE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
- Enquadramento jurídico-penal
- O conceito de crime no nosso ordenamento jurídico
- Breve evolução histórica da legislação sobre violência em função do género
- O crime de violência doméstica - análise sistemática
- Medidas de proteção às vítimas de violência doméstica
- Proteção às vítimas de violência doméstica por teleassistência
- A fiscalização por meios técnicos de controlo à distância (vigilância eletrónica) para agressores de violência doméstica
- O programa de prevenção para agressores de violência doméstica
- A constituição de assistente, o flagrante delito, as medidas de coação, os meios de prova
- Aplicação de medidas para proteção de testemunhas em processo penal
- Indeminização às vítimas de crimes violentos
- O adiantamento pelo Estado da indemnização devida às vítimas de violência conjugal
- A rede nacional de apoio às vítimas de violência doméstica
- O divórcio e as responsabilidades parentais
- A união de facto
- O apoio judiciário
- Garantia de alimentos devidos a menores
- Discussão de casos práticos numa perspetiva legal;
PRÁTICAS ORIENTADAS
- Discussão de casos práticos
- Role playing
- Focus group;
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA - Declaração comprovativa de dados de identificação (clique aqui)
- Fotografia
- Certificado de habilitações
- Questionário motivacional (clique aqui)
- Comprovativo de morada do próprio e/ou familiar
- Comprovativo de pagamento da taxa de inscrição
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO - Análise curricular
- Questionário motivacional
- Ordem de chegada das candidaturas (a candidatura só é válida após o pagamento da inscrição)
INFORMAÇÕES DE CANDIDATURA E-MAIL
info@criap.com TEL +351 225 026 201
TELM +351 918 081 537
CONDIÇÕES DE CANDIDATURA a) A data limite das fases de candidatura poderá ser antecipada em caso de se verificar o preenchimento do limite de vagas existentes.
b) Na eventualidade de não atingir o número mínimo de participantes, a formação poderá sofrer alteração de datas ou mesmo ser cancelada, ficando salvaguardada a devolução de todas as importâncias recebidas pelo Instituto CRIAP.
c) Em caso de desistência só haverá lugar à devolução dos valores pagos quando a mesma for comunicada até 10 dias antes da data agendada para o início da formação. Ao valor a devolver será deduzido o montante respeitante a encargos financeiros suportados pelo Instituto CRIAP, nomeadamente: 5% do valor pago pelo candidato/formando quando o pagamento é feito por paypal; 1.50€ nas outras situações.
d) Da alínea anterior excluem-se as formações “confirmadas“: se o candidato desistir depois da formação ser dada como confirmada, não haverá lugar à restituição dos valores pagos.
e) Caso a candidatura não seja selecionada fica salvaguardada a devolução de todas as importâncias recebidas pelo Instituto CRIAP.
f) O local de formação poderá estar sujeito a alterações por indisponibilidade do mesmo, mantendo-se sempre na mesma localidade.
g) As datas de formação são suscetíveis a alterações por imprevistos de força maior.
h) O Seguro escolar encontra-se incluído no valor da propina, em todas as especializações avançadas e cursos de longa duração presenciais e b-learning.
i) O processo de seleção de candidatos não previstos nos destinatários poderá incluir uma entrevista individual com a Coordenação Pedagógica e Científica da ação de formação. Os profissionais com interesse nas Pós-graduações ou Especializações avançadas do Instituto CRIAP que não sejam detentores do grau de licenciatura poderão candidatar-se às mesmas, contudo a sua certificação confere o grau de Curso de Especialização.
j) Cada formação é um serviço indivisível, pelo que a inscrição em qualquer formação implica a aquisição do serviço completo. Assim, a formação tem obrigatoriamente que ser liquidada pelo seu valor total. O pagamento em prestações destina-se unicamente a facilitar o pagamento do serviço a quem não tenha disponibilidade financeira para o liquidar integralmente de uma só vez.
Áreas de Interesse CERTIFICAÇÃO | ACREDITAÇÃO | RECONHECIMENTO PROSSEGUIMENTO DE ESTUDOS Nos termos do disposto no artigo 45.º do Decreto-Lei n.º74/2006, de 24 de Março, alterado pelo Decreto-Lei n.º107/2008, de 25 de Junho e, tendo em vista o prosseguimento de estudos para a obtenção de grau académico (Mestrado ou Doutoramento), os estabelecimentos de ensino superior poderão creditar ECTS. ...ler mais
DESTINATÁRIOS O Curso de Técnico/a de Apoio à Vítima realizado pelo Instituto CRIAP cumpre o requisito da alínea b), ponto 1, do Despacho nº 6810 – A / 2010, que define os requisitos obrigatórios para a habilitação como Técnico de Apoio à Vítima, seguindo o referencial de formação definido pela CIG (Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género).
Assim, o Curso de Técnico de Apoio à Vítima destina-se a profissionais que prestam apoio técnico direto a vítimas/sobreviventes de violência doméstica e de género:
“1 — Constituem requisitos obrigatórios para a habilitação como técnico de apoio à vítima:
a) A habilitação académica de nível superior na área das ciências sociais e humanas ou a posse de habilitação académica de nível superior noutra área, desde que, nesta situação e, cumulativamente, o interessado detenha experiência profissional relevante no domínio da violência doméstica, requisito este cuja observância é verificada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG);
b) A frequência, com aproveitamento, de 90 horas de formação para técnicos de apoio à vítima.
4 — As pessoas que, à data da entrada em vigor do presente despacho, sejam detentoras de habilitação de nível secundário e exerçam, comprovadamente, a função de técnico de apoio à vítima ficam dispensadas do cumprimento do requisito da posse de habilitação de nível superior previsto na alínea a) do n.º 1.”
(in Despacho nº 6810-A/201)
OBJETIVOS GERAIS Curso de Técnico de Apoio à Vítima [B-learning] visa:
- Capacitar os profissionais que atuem ou pretendam atuar no domínio da violência doméstica para que possam prestar apoio técnico especializado às vítimas especialmente vulneráveis;
- Aprofundar o conhecimento sobre Violência Doméstica em todas as vertentes;
- Compreender as dinâmicas da violência e as especificidades da intervenção psicossocial com vítimas, sabendo para cada caso, a resposta a dar, garantido a defesa dos direitos humanos das/os sobreviventes.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS Na Formação de técnico de Apoio à Vítima [B-learning] o aluno deve:
- Desenvolver capacidades de diálogo, cooperação, comunicação e adaptação à mudança;
- Diagnosticar e analisar, quer em equipas técnicas multidisciplinares quer individualmente, situações de risco e áreas de intervenção em vítimas;
- Planear e implementar em conjunto com a equipa técnica multidisciplinar, projetos de intervenção psicossocial;
- Promover o acompanhamento de crianças e jovens vítimas de violência doméstica;
- Explorar metodologias, técnicas e procedimentos diversificados de resposta ao fenómeno da Violência Doméstica;
- Fomentar a interação e intervenção em rede cos vários atores sociais da comunidade;
- Elaborar relatórios de atividades.
METODOLOGIA DE ENSINO Esta Formação em Técnico de Apoio à Vítima [B-learning] na Modalidade presencial detém de:
Computador funcional equipado com placa de som, microfone, colunas de som, webcam e com ligação à internet
Sala com boa luminosidade, ventilação, temperatura e isolada de ruídos perturbadores ao bom funcionamento
Espaço equipado com todos os recursos didáticos necessários
Mobiliário que respeite as regras de ergonomia dos formadores e dos formandos
Espaço amplo o suficiente para permitir a concretização de dinâmicas de grupo
A formação será teórico-prática e conta com a participação ativa dos alunos em todas as atividades propostas. Versará a apresentação e discussão de temas específicos relacionados da área, bem como a discussão e análise de casos práticos;
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Modalidade live streaming:
Computador funcional equipado com placa de som, microfone, colunas de som, webcam e com ligação à internet
Browser: Google Chrome ou Mozilla Firefox;
A formação será teórico-prática e conta com a participação ativa dos alunos em todas as atividades propostas. Versará a apresentação e discussão de temas específicos relacionados da área, bem como a discussão e análise de casos práticos;
METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO Assistência e participação obrigatória a 100% da duração da formação;
Avaliação de conhecimentos;
Avaliação contínua.
CERTIFICADO DE CONCLUSÃO Todos os formandos que atinjam os objetivos pedagógicos definidos para a conclusão com aproveitamento do curso de formação que frequentaram, obterão dois certificados de conclusão:
- O Certificado de Conclusão emitido pelo Instituto CRIAP e o Certificado de Formação Profissional emitido através da Plataforma SIGO (Sistema de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa), em conformidade com a Portaria nº 474/2010, de 8 de Julho.
O Certificado de Conclusão emitido pelo Instituto CRIAP, é um certificado digital e será disponibilizado na Plataforma Moodle para download. O certificado de Formação Profissional emitido através da Plataforma SIGO, é emitido em formato papel, e será posteriormente, enviado via CTT – Correios de Portugal, para a morada de inscrição ou outra a definir pelo formando.
DESCRIÇÃO DA FORMAÇÃO Este Curso de Técnico de Apoio à Vítima [B-learning], permite desenvolver um conjunto de competências de identificação, diagnóstico e avaliação de problemáticas psicossociais relacionadas com a violência nas relações de intimidade, bem como de criação e implementação de programas e ações que dão resposta às problemáticas diagnosticadas. O Técnico de Apoio a Vítima é competente para conceber e dinamizar atividades de apoio a vítima e de acompanhamento, integração e reinserção, podendo trabalhar com diferentes públicos-alvo, de faixas etárias distintas e com características diversas. Caracterizada por uma forte ligação com o mundo profissional, esta formação pretende proporcionar experiências profissionais que facilitam a futura integração dos diplomados deste curso no mundo do trabalho.
Esta Formação é uma mais valia ao nível curricular para finalistas, de Mestrado, de licenciatura, de Pós-Graduação, de Especialização e MBA no âmbito do prosseguimento de estudos e inserção de mercado de trabalho.