Gestão de Conflitos na Parentalidade e Parentalidade

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Gestão de Conflitos na Parentalidade e Parentalidade Positiva

O conceito de parentalidade positiva diz-nos que devemos tratar as crianças como iguais a nós, e não ver as crianças como sendo inferiores a nós. As crianças são seres humanos que tal com nós adultos precisam de carinho, segurança, proteção e amor para conseguirem crescer de forma saudável e positiva.

 

 

O divórcio ou separação dos pais é descrito como um evento que causa mal-estar psicológico às famílias, pois implica mudanças e ajustamentos na vida dos adultos e das crianças. E muitas vezes estas mudanças e ajustes supõe uma acumulação de conflitos e de dinâmicas que não são benéficas nem para os pais nem para a saúde psicoemocinal das crianças. A gestão de conflitos associada ao exercício da parentalidade é um dos principais desafios que se coloca às famílias.

 

A generalidade das famílias ultrapassa a rotura conjugal de uma forma positiva, sem necessidade de intervenção especializada. No entanto quando nos deparamos com situações de elevado conflito após a separação e o divórcio sabemos que este é um dos maiores desafios para a prática profissional quer no âmbito da parte legal, quer no âmbito da saúde mental.

 

O webinario “Intervenção com famílias: gestão de conflitos na parentalidade e promoção da parentalidade positiva” com a Dra. Renata Benavente abordou os tópicos referentes a conflitos após a separação, a parentalidade patogénica e intervenção em situações de divórcio/separação. Aqui falamos um pouco do que pode ouvir no webinario.

 

Existem hoje em dia muitas sinalizações no contexto de perigo que dizem respeito a situações graves e crónicas de conflito após a separação e o divórcio, podendo estas situações serem também alargadas aos serviços de proteção nas áreas várias de intervenção com crianças e famílias.

 

A confrontalidade associada a casos de separação ou divórcio potencia algumas práticas parentais menos adequadas e que podem até configurar em comportamentos patogénicos.

 

Verifica-se a ausência de respostas constantes e adequadas às necessidades da criança, e muitas vezes em situações de divórcio uma tendência, inconsciente, por parte de um dos progenitores de realizar uma aliança com a criança. É também muito frequente a observação de uma tentativa de responsabilizar a criança pela infelicidade dos pais.

 

Ameaças como deixar de amar ou abandonar a criança são muitas vezes observáveis nestes casos em que há jogos de aliança e uma necessidade de encontrar na criança um parceiro para entrar nesta dinâmica com o outro progenitor. É muitas vezes alimentada a convicção de que a criança de certa forma será responsável pela doença ou até mesmo pela morte de um dos progenitores, induzindo na criança um sentimento de culpa ao aceitar visitar um dos progenitores uma vez que o outro irá ficar triste ou depressivo porque a criança o vai “abandonar”. Estes tipos de comportamentos são particularmente nefastos para a criança.

 

Antigamente não existiam todos estes conflitos pois quando havia uma rutura conjugal, a criança ficava ao cuidado da mãe, o atípico era a criança ficar com o pai.

Hoje em dia os pais estão muito mais presentes e interessados em participar na vida dos filhos, o que traz uma mudança de panorama. Por outro lado, existe a questão de que a disputa em relação às crianças é o único argumento para perpetuar o conflito. Quando há a necessidade de manter o conflito a criança acaba por ser muito usada para manter este conflito, e o conflito é uma forma de relação, ainda que negativa. É também muito identificada uma comunicação com foco nos objetivos individuais dos adultos e não nas necessidades da criança, como por exemplo, se está dois dias com a mãe também tem de estar dois dias com o pai, e por vezes esta divisão ainda que justa dos dias acaba por não trazer benefícios para estabilidade e rotina da criança.

 

O que sabemos sobre fatores que permitem predizer a desadaptação/adaptação da criança?

Quando os pais conseguem comunicar, quando conseguem ter em atenção as necessidades da criança e quando a criança não é envolvida nos conflitos dos adultos, a probabilidade de existir um desfecho da saúde mental está muito aumentada. A boa relação dos adultos tem um impacto positivo na saúde mental da criança. Daí a importância da prática da Parentalidade Positiva.

A Parentalidade Positiva é um conceito transversal que deve ser posto em prática sempre e desde logo, através da utilização de técnicas de comunicação, e técnicas de resolução de conflitos centradas na dimensão positiva da parentalidade. Está recomendada como a abordagem para as situações normativas porque está associada a desfechos positivos em termos do desenvolvimento das crianças e do bem-estar dos adultos.

 

No final os pais são sempre mais felizes quando têm crianças felizes.

 

 

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