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Acidentes de Trabalho

19 AGO 2016

Os acidentes e as mortes no local de trabalho têm um enorme custo em termos de sofrimento humano e têm um impacto considerável sobre as empresas e a produtividade.

 

Estimativas da Organização Internacional do Trabalho indicam que, a nível mundial, mais de dois milhões de mortes estão relacionadas com o trabalho. (Público,2013).Morrem por hora cerca de 17 pessoas (UE) em consequência de um acidente de trabalho ou doença profissional e acidentados de trabalho (sem mortes) são cerca 7 milhões de pessoas na EU (Lusíadas, 2015).

Em Portugal, os acidentes de trabalho mais frequentes são resultado de quedas e soterramentos. Na maioria dos casos, o não seguimento das regras de segurança ou a não utilização de dispositivos de segurança esteve na base dos acidentes. Segundo a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) a fadiga é outra das principais causas para a ocorrência de graves acidentes de trabalho, sobretudo no setor dos transportes. O trabalho continuado em excesso, a sua intensidade, a monotonia e a falta de motivação, assim como a iluminação, o ruído, a temperatura e as relações sociais, fazem parte do leque de causas para a degradação da qualidade do trabalho e ocorrência de acidentes. (Lusíadas, 2015).

 

 

 

De acordo com o relatório “Trabalho e Saúde em Portugal” desenvolvido pelo Instituto de Saúde Pública do Porto (ISPUP), a regiões autónomas dos Açores e da Madeira registam um maior número de acidentes de trabalho mortais, face ao continente, mais concretamente de cinco acidentes de trabalho mortais por cada 100 mil trabalhadores, face, por exemplo aos 1,4 acidentes mortais por 100 mil trabalhadores registados na Área Metropolitana de Lisboa. (APSEI,2016). A proteção dos trabalhadores sinistrados em virtude de acidentes de trabalho tem dignidade constitucional, estando consagrado na alínea f) do nº 1 do artigo 59º da Constituição da República Portuguesa, desde a revisão de 1997, que todos os trabalhadores têm direito a assistência e justa reparação, quando vítimas de acidentes de trabalho ou de doenças profissionais.

 

Curso de Inspeção e Análise de Sinistros Laborais

 

Neste sentido, é necessário desenvolver com maior rigor e profissionalismo, a atividade de averiguação e regularização dos sinistros de trabalho. A sinistralidade relacionada com os acidentes de trabalho tem um grande impacto na atividade seguradora.

Segundo os dados apresentados no Relatório da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões sobre a evolução da atividade seguradora, até 31 de março de 2015, a produçã o dos ramos não vida ultrapassou 984 milhões de euros, quase mais 60 milhões do que em igual período do ano anterior. Por outro lado, os custos com sinistros de seguro direto apresentaram um acréscimo de 0,7%, tendo todos os ramos/modalidades seguido esta evolução positiva.

Foi a partir desta premissa que, pela primeira vez, o Instituto CRIAP apresenta Formações em Averiguação e Peritagem de Sinistros, que congregam um conjunto de saberes e de metodologias com o objetivo de contribuir para a formação de técnicos de inspeção na área de sinistros altamente qualificados para analisar, detetar, gerir e avaliar os danos e as consequências que possam resultar de um evento permitindo o estabelecimento de uma correlação entre risco assegurado e o dano que resulte de um sinistro.

 

 

 

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