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Heartfulness é o novo Mindfulness

18 AGO 2017

Mikaela Övén, formadora do Instituto CRIAP, deu uma entrevista à Sapo Lifestyle, onde falou sobre o novo conceito de Heartfulness que apresenta no seu novo livro Heartfulness: enfrente a vida com o coração, publicado pela Porto Editora e disponível nas Edições CRIAP.

 

Veja no seguimento deste artigo um excerto da entrevista conduzida pela jornalista Rita Caetano.

 

 

Heartfulness é o novo mindfulness

 

"Mikaela Övén cansou-se da exploração comercial do termo, uma das tendências dos últimos anos, para promover um novo conceito. «A vulnerabilidade conecta-nos com outras pessoas», diz a coach.

O mindfulness é coisa do passado, abra o seu coração para o heartfulness, uma prática que a coach ensina no livro com o mesmo nome, «Heartfulness – Enfrente a vida de coração aberto», publicado em Portugal pela Porto Editora. Por isso, em 2017, não tenha pressa, sorria mais, não julgue, ponha-se no centro e seja mais feliz consigo e com os outros. Aprenda a dizer não, a impor limites e a mostrar a sua vulnerabilidade, «aquela que faz de si humana e verdadeira», diz a coach Mikaela Öven, com quem estivemos à conversa sobre o heartfulness.

 

Fotografia retirada do artigo no Sapo LifeStyle Online

 

O que é o heartfulness?

É uma forma de fugir do termo mindfulness, que está a ser muito explorado comercialmente. Hoje em dia, parece que só fazemos as coisas se tivermos algo em troca. Vou ao ginásio porque vou receber alguma coisa, vou meditar porque me vou sentir mais focada e por aí fora… O que acontece é que, caso não obtenha resultados rapidamente, desiste-se.

O heartfulness visa transformar o mindfulness numa prática do coração, sem se pensar no que se vai ganhar. O heartfulness é adaptar conhecimentos milenares da forma como nos fizer mais sentido sem seguirmos um programa fixo e termos abertura para iniciarmos uma viagem ao nosso interior sem expetativas, só pela prática em si.

 

Podemos dizer que o heartfulness ajuda cada indivíduo a colocar-se no centro e a cuidar de si próprio?

Exatamente. O livro é uma viagem para dentro e, às vezes, essa é a nossa viagem mais longa. Curiosamente, quase todos a tememos. Por isso, temos de a fazer de uma forma gentil e cuidadosa e com muita autocompaixão.

 

Mas de forma gentil para os outros ou para connosco?

Se estivermos a ser gentis connosco, isso acaba por se refletir na nossa vida em geral.

 

No livro, fala muito de coração e mente, para si são uma só coisa?

Um não funciona sem o outro, mas daria muito mais primazia ao coração do que é normal na nossa sociedade, embora também precisemos da mente. Temos é de ter um distanciamento maior em relação aos pensamentos e aos julgamentos habituais que fazemos, daí dizer que devemos ouvir muito mais o coração.

 

Deixar que as emoções falem mais alto?

Também. O coração sussurra e a mente grita, logo para ouvirmos o primeiro temos de fazer mais pausas na vida, mas não o fazemos. Deixámos de fazer as pausas que antes fazíamos. Agora, estamos sempre a receber informação.

 

O excesso de informação eliminou essas pausas?

Exato. O que é que fazíamos antes quando estávamos numa fila nas finanças ou num supermercado ou à espera de um autocarro? Contemplávamos e não fazíamos nada. Agora, pegamos no telefone e não desligamos. Corremos atrás de informação que, talvez, nem nos sirva para nada.(…)

 

Para se conseguir ser heartful é necessário ter uma autoestima à prova de fogo?

Uma das doenças da nossa sociedade é a falta de autoestima e de amor-próprio. E a autoestima está no centro da mandala da vida rodeada pelas intenções, mente, vulnerabilidade, autocompaixão, autocuidado e limites pessoais. Muitas vezes, esquecemo-nos destes últimos quando começamos nestas práticas mais esotéricas ou espirituais. Começamos a falar de aceitação e omitimos os nossos limites e é necessário saber comunicá-los.”

 

Imagem Blog: 20180112150110_78990-300x464.jpeg
 Mikaela Övén: Heartfulness: Enfrente a vida de coração aberto
1ª edição, Porto Editora, 2017

 

 

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