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Mais Psicólogos para Pedrógão Grande

12 JUL 2017

Segundo um artigo do Jornal Observador “vários habitantes de aldeias afetadas pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, pediram este domingo mais psicólogos no terreno, mas a Administração Regional de Saúde garante que as equipas estão nos concelhos atingidos pelas chamas.

 

“Habitantes de aldeias afetadas pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, pedem mais psicólogos no terreno. Administração Regional de Saúde garante que as equipas estão nos concelhos afetados.”

 

“Os psicólogos estiveram lá a fazer consulta na primeira semana, mas, depois disso, nunca mais voltaram”, disse à agência Lusa José Esteves, de 52 anos, a viver em Pobrais, concelho de Pedrógão Grande, concelho que assistiu no dia 17 de junho ao início do incêndio que provocou a morte a 64 pessoas e mais de 200 feridos. (…)

Também em Nodeirinho, há vários casos de pessoas que criticam a falta de presença de psicólogos nas aldeias afetadas, referindo que a resposta não pode estar concentrada em centros de saúde, por muitas das pessoas que precisam de apoio não terem forma de se deslocar às vilas de Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera ou Pedrógão Grande.

O presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), José Tereso, vincou que “continua a haver equipas multidisciplinares da unidade de saúde mental comunitária”, bem como as unidades de cuidados na comunidade, constituídas por enfermeiros e por outros profissionais.

“Não se pode fazer tudo no mesmo dia. As equipas vão continuar no terreno para dar apoio e encaminhar, se for necessário”, explicou, afirmando que se está a tentar “arranjar um sistema de mobilidade”, para dar resposta a todas as necessidades já identificadas ou que sejam apontadas pelas câmaras ou juntas de freguesia.

Na casa de Dina Duarte, no Nodeirinho, já se abriu a porta a quatro levantamentos, mas apoio psicológico, até agora, “nada”, assegura, referindo que a última equipa que esteve no terreno era uma enfermeira e uma psiquiatra “a fazer um levantamento e a ajustar a medicação de casos já analisados”.

“Ainda não há psicólogos no terreno. O psicólogo não pode estar no centro de saúde, à espera, porque há muitas pessoas sem possibilidade de se deslocar até à vila”, explicou à agência Lusa Dina Duarte.

 

 

Esta habitante de Nodeirinho sublinha que não é só nesta aldeia onde morreram 11 pessoas – cinco das quais residentes – que é necessário apoio psicológico, apontando também para Pobrais, Várzeas, Moita, Sarzedas ou Balsa.

“Todas as aldeias precisam de alguém no terreno. Todas as pessoas têm de serverdadeiramente ouvidas. Houve pessoas que, mesmo não perdendo um familiar, ouviram os gritos e os berros. Lidar com esta situação não é fácil”, salientou Dina Duarte. (…)

O incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17 de junho, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foi dado como extinto uma semana depois.”

 

 

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Autoria: Paulo Cunha, Agência Lusa

Fonte: Observador — 02/07/2017

 

 

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