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Observatório Global de Demências

21 DEZ 2017

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou o primeiro observatório global acerca das demências. Trata-se de uma plataforma online que tem como objetivo a monitorização, desenvolvimento e fornecimento de serviços para pessoas com demência e para os profissionais que lidam com esta patologia.

 

A par desta novidade o OMS anuncia que o número de pessoas afetadas pela demência irá triplicar nos próximos 30 anos, podendo atingir os 152 milhões de pessoas em 2050.

O diretor-geral da OMS afirmou que quase 10 milhões de pessoas desenvolvem demências a cada ano em que passa, seis milhões das quais em países com rendimentos baixos e médios.

Os efeitos em relação ao sofrimento são enormes e, por isso, é necessário dar mais enfoque a esta problemática, de forma a garantir que todos as pessoas que vivem com as demências têm os cuidados necessários.

Estima-se que o custo anual das demências, em todo o mundo, é de cerca de 700 mil milhões de euros, isto é, 1% da riqueza a nível mundial.

Os gastos estimados para 2030 poderão ultrapassar o dobro dos gastos atuais, atingindo os 1,6 biliões de euros. Este valor poderá proporcionar um resultado negativo no desenvolvimento social e económico e sobrecarregar os sistemas de saúde.

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O Observatório foi desenvolvido a pensar nas autoridades de saúde e sociais, nos profissionais médicos, investigadores e organizações da sociedade civil.

 

O observatório foi criado no sentido de agregar informações e conseguir mais dados, com a finalidade de acompanhar, mundialmente, as demências e as politicas e planos nacionais que estão a ser devolvidas nesta área da saúde.

Esta plataforma será o primeiro sistema global monitorizado para a demência que comportará um conjunto de dados tão extensos e completos, permitindo identificar as áreas onde são necessários aplicar mais esforços.

Foram recolhidos, pela OMS, dados oriundos de 21 países e espera-se que no final de 2018 esteja a receber informação de cerca de 50 países.

Por enquanto, foi possível concluir que a maior parte dos países analisados já têm planos nacionais para a inclusão de pessoas atingidas pelas demências de forma a erradicar a sua estigmatização perante a sociedade.

Através dos dados fornecidos pela OMS é também possível verificar que 81% dos países que já forneceram dados realizaram campanhas para dar a conhecer a demência e reduzir os riscos, e 71% têm planos de saúde para estas doenças e dão formação a cuidadores.

Em relação à pesquisa cientifica e produção de novos conhecimentos na área das demências percebeu-se que o número de artigos publicados em revistas cientificas sobre demência, em 2016, chegou perto dos 7 000. Em comparação, no mesmo período, foram escritos mais de 15 000 artigos sobre a diabetes e mais de 99 000 acerca do cancro. A pesquisa na área das demências é necessária não só para descobrir a cura para a demência, mas também para desenvolver áreas como a prevenção, risco, redução e diagnóstico.

 

Fonte: Organização Mundial da Saúde

Visete o site oficial: Observatório Global de Demências

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