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Regras de Ouro: Cibercrime

8 JUL 2016

“É urgente promover a capacidade de todos e de cada um para lidar com um ataque eminente, para reconhecer as técnicas mais comuns empregues pelos cibercriminosos.”

(Nuno Ribeiro, 2016)

 

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O que é o Cibercrime?

 

De acordo com a APAV, o cibercrime corresponde aos crimes praticados com recurso a computadores e/ou à Internet. No âmbito do cibercrime, destaca-se o furto de identidade.

 

O furto de identidade abrange:

-  A obtenção não consentida dos dados pessoais e/ou secretos da vítima;

-  A posse ou transferência dos dados pessoais e/ou secretos da vítima, com consciência de que serão utilizados para fins criminosos;a utilização dos dados pessoais e/ou secretos da vítima para a práctica de crimes.

 

Estes actos correspondem a furto de identidade online, quer os dados pessoais da vítima sejam obtidos através da Internet, quer os dados sejam obtidos por outro meio mas transferidos através da Internet ou usados para cometer um crime pela Internet. Caso o crime se consubstancie apenas numa das condutas – obtenção, posse ou utilização – esta tem que ser praticada através da Internet, para corresponder a uma situação de furto de identidade online. 

 

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Uma vez obtidos os dados da vítima, o criminoso pode utilizá-los, então, para praticar crimes. Esses crimes serão de três tipos:

-  Crimes não relacionados directamente com a vítima mas praticados em seu nome;

-  Crimes que visam o enriquecimento do autor do crime ou de um terceiro e que causam danos directamente à vítima;

-  Crimes que visam a difamação da vítima.

 

A obtenção dos dados da vítima pode ser levada a cabo por uma série de meios, que tendem a multiplicar-se e a diversificar-se. Neste âmbito, a inovação, visando “despistar” quer os mecanismos de detecção dos utilizadores, quer a actuação das autoridades, é constante.

No furto de identidade online é particularmente complicado traçar um perfil de autor do crime e da vítima. Porém, conhecer algumas das características que lhes podem ser comuns revela-se, ainda assim, de grande importância para a total compreensão do fenómeno em análise.

O facto de existirem várias páginas na web que ensinam a praticar crimes informáticos torna cada vez mais acessível ao homem comum e necessitado de dinheiro proceder a um esquema. Uma vez que qualquer pessoa pode ser vítima, é muito importante conhecer as circunstâncias que podem aumentar a vulnerabilidade dos utilizadores e o risco de vitimação.

As informações pessoais do indivíduo comum encontram-se cada vez mais acessíveis publicamente, nomeadamente através das redes sociais, e os criminosos informáticos tiram partido desse facto.

 

Há inúmeros comportamentos que aumentam o risco de se ser vítima de cibercrime, a saber:

-  Não ter instalado no computador um programa antivírus ou anti-spyware;

-  Aceder a (clicar em) links desconhecidos;

-  Assistir a conteúdos para adultos;

-  Responder a mensagens em redes sociais, a e-mails ou a contactos por qualquer outro meio provenientes de desconhecidos;

-  Transportar na carteira palavras-passe ou códigos PIN, ou guardar estes dados num ficheiro desprotegido;

-  Revelar, ainda que a pessoas de confiança, palavras-passe ou códigos PIN;

-  Utilizar informações de fácil acesso na criação de palavras-passe, como a data de nascimento, o nome da mãe ou do animal de estimação;

-  Guardar os documentos importantes em lugares não seguros;

-  Deitar fora documentos sem os destruir;

-  Enviar informação confidencial por e-mail;

-  Não proceder às actualizações dos programas antivírus e outros instalados no computador;

-  Usar ligações wi-fi grátis;

-  Não activar as opções relacionadas com a privacidade ou manter um perfil muito acessível;

-  Disponibilizar e partilhar muita informação;

-  Aceitar pedidos de amizade de pessoas desconhecidas;

-  Publicar fotos íntimas nas redes sociais.

 

Para além da dimensão mais óbvia e imediata que é o dano económico, convém igualmente ter em conta um conjunto de consequências passíveis de causar enorme perturbação na vida das vítimas. O impacto do furto de identidade nas pessoas pode ser de carácter financeiro, legal, emocional e psicológico e práctico. O furto de identidade tem um custo crescente para instituições como bancos, companhias de seguros e empresas fornecedoras de bens e serviços.

No distrito de Lisboa, os danos do phishing no ano de 2011 foram superiores a 2 milhões de euros. Os Estados e os seus governos podem sofrer perdas directas, uma vez que muitos furtos de identidade são cometidos em relação a organismos públicos, mas sofrem, sobretudo, perdas indirectas, uma vez que têm que conc entrar fundos na prevenção, na formação de profissionais, designadamente das autoridades judiciárias e policiais e na dotação destas com meios de investigação e combate a estes fenómenos criminais.

É urgente ultrapassar a fase actual de generalizada “ciberignorância” da sociedade no que respeita à perigosidade do cibercrime que cria vulnerabilidades que são reais, assim como é urgente promover a capacidade de todos e de cada um para lidar com um ataque eminente, para reconhecer as técnicas mais comuns empregues pelos cibercriminosos, os “sintomas” de ataque, ou como reagir a um (Ribeiro, 2016).

 

cibercrime

 

 

Fontes: www.apav.pt;  www.publico.pt

 

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