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Dia Mundial das ONGs: Gestão e Impacto Social
Dia Mundial das ONGs: conheça o contributo das organizações não governamentais para o impacto social, os ODS 2030 e a cidadania ativa.
O Dia Mundial das ONGs, assinalado a 27 de fevereiro, constitui um momento de reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas organizações não governamentais em todo o mundo.
Esta data destaca o contributo estruturante das ONGs para o impacto social, para o reforço da cidadania ativa e para o desenvolvimento sustentável. Num contexto marcado por desigualdades sociais, desafios ambientais e transformações económicas profundas, as ONGs assumem um papel cada vez mais relevante na resposta a necessidades emergentes.
Mais do que uma celebração simbólica, o Dia Mundial das ONGs convida à reflexão sobre o papel estratégico destas entidades e sobre os desafios éticos, financeiros e institucionais que moldam a sua atuação.
As organizações não governamentais (ONGs) são entidades privadas, sem fins lucrativos, criadas por iniciativa da sociedade civil com o objetivo de responder a necessidades sociais, ambientais, culturais ou humanitárias.
Embora atuem em áreas de interesse público, distinguem-se do Estado e das empresas, operando com autonomia jurídica e organizacional.
Em Portugal e no contexto europeu, as ONGs integram o chamado terceiro setor e desempenham um papel relevante na defesa de direitos, na promoção da inclusão e no fortalecimento da cidadania ativa.
A missão de uma ONG varia consoante o seu âmbito de atuação. Ainda assim, existem características comuns:
Muitas organizações não governamentais colaboram com entidades públicas e privadas, participando na implementação de políticas sociais e iniciativas de desenvolvimento sustentável.
As organizações não governamentais integram a economia social, setor que inclui cooperativas, associações e fundações cuja finalidade principal não é a geração de lucro, mas a criação de valor social.
Neste enquadramento, as ONGs contribuem para:
Num cenário global marcado por alterações climáticas e desigualdades estruturais, a articulação entre Estado, mercado e sociedade civil torna-se essencial. As ONGs assumem aqui uma função estratégica de proximidade e intervenção direta junto das comunidades.
A Agenda 2030 das Nações Unidas estabeleceu metas globais para enfrentar desafios estruturais como pobreza, desigualdade e degradação ambiental. Neste contexto, as ONGs desempenham um papel determinante na concretização destas metas ao nível local.
O seu contributo manifesta-se através de:
Para além da intervenção direta, as organizações não governamentais desempenham uma função mobilizadora, envolvendo cidadãos, voluntários e comunidades na construção de soluções coletivas com impacto social.
Apesar do reconhecimento crescente, as ONGs enfrentam desafios estruturais que condicionam a sua atuação.
A sustentabilidade financeira constitui um dos principais constrangimentos. A dependência de financiamento público, donativos ou fundos específicos pode gerar instabilidade operacional e limitar o planeamento estratégico.
Neste contexto, torna-se fundamental:
A credibilidade das organizações não governamentais depende cada vez mais da sua capacidade de prestar contas, medir resultados e comunicar o valor social gerado.
O voluntariado constitui um dos pilares das ONGs e uma expressão concreta de cidadania ativa.
Ao mobilizarem cidadãos em torno de causas sociais, ambientais ou humanitárias, as organizações não governamentais promovem o envolvimento direto da comunidade na resolução de problemas coletivos. Este processo reforça a responsabilidade partilhada e contribui para uma sociedade mais participativa.
A gestão profissional do voluntariado permite maximizar o impacto social das iniciativas e garantir experiências estruturadas e alinhadas com os objetivos estratégicos da organização.
Uma gestão eficaz do voluntariado deve incluir:
Uma abordagem estratégica à gestão de voluntariado fortalece a sustentabilidade das ONGs e potencia o seu contributo para a economia social.
A crescente complexidade dos desafios sociais exige profissionais qualificados em qualquer ONG.
A formação contínua é determinante para assegurar qualidade, eficácia e impacto social mensurável. A profissionalização das organizações não governamentais reforçou a necessidade de competências técnicas e estratégicas.
A capacitação contínua contribui para:
Num setor integrado na economia social e sujeito a elevados padrões de transparência, o investimento no capital humano é um fator estratégico para assegurar impacto social sustentável.
Se trabalha numa ONG, numa entidade da economia social ou pretende desenvolver carreira na área do impacto social, apostar em formação especializada é um passo estratégico para fortalecer competências e aumentar a sua capacidade de intervenção.
A Especialização Avançada em Gestão de Instituições e Associações de Economia Social visa capacitar organizações com ferramentas e metodologias de gestão específicas para o setor da economia social, reforçando competências técnicas e estratégicas que permitam melhorar a qualidade, eficiência e sustentabilidade dos serviços prestados.
A Especialização Avançada em Candidaturas e Projetos de Financiamento Social tem como objetivo capacitar os formandos a desenvolver e gerir projetos sociais, compreender conceitos de empreendedorismo social e aplicar princípios de liderança e gestão de equipas para maximizar o impacto e a sustentabilidade das iniciativas.
O Curso de Gestão Estratégica de Responsabilidade Social capacita os formandos a compreender e implementar estratégias de Responsabilidade Social nas organizações.