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A Administração Subcutânea em Cuidados Paliativos
Administração subcutânea: conheça as estratégias essenciais em cuidados paliativos no fim de vida, destacando o papel do enfermeiro e boas práticas de enfermagem.
Nos Cuidados Paliativos, escolher a via de administração de medicamentos ou fluidos não é apenas uma questão técnica. É também um ato de respeito e dignidade para com a pessoa que se encontra em fim de vida.
Entre as várias opções, a via subcutânea tem vindo a ganhar destaque, sobretudo quando a via oral ou a via endovenosa deixam de ser adequadas ou se tornam demasiado agressivas.
A administração subcutânea é uma solução menos invasiva, geralmente mais confortável e pode ser feita de forma discreta, permitindo manter um bom controlo dos sintomas sem acrescentar mais desconforto ao paciente.
Além disso, adapta-se bem a diferentes contextos, quer no hospital, numa unidade de cuidados paliativos ou em casa, o que ajuda a preservar a tranquilidade e a autonomia sempre que possível.
Claro que esta escolha exige atenção e cuidado: selecionar bem o local, ajustar volumes e velocidades, vigiar possíveis reações e garantir que tudo é feito com segurança. É esta combinação de técnica e sensibilidade que transforma a via subcutânea numa ferramenta tão valiosa.
A via subcutânea pode ser especialmente útil em pacientes que se encontram em situações como:
Porém, existem alguns contextos em que a mesma não é indicada, nomeadamente zonas com infeção, edema significativo ou alterações da circulação periférica. Nestes casos, a avaliação clínica é essencial para decidir a melhor alternativa.
Mesmo quando pode ser utilizada, é fundamental acompanhar de perto o seu progresso: observar o local, prevenir complicações como inflamação ou infiltração, e adaptar sempre a terapêutica à evolução da pessoa.
Para garantir a eficácia e o conforto da via subcutânea, é importante ter presentes alguns princípios:
Reconhecer precocemente qualquer sinal de problema e agir rapidamente é muitas vezes a chave para evitar a perda de conforto ou interrupções no tratamento.
Em contexto paliativo, o enfermeiro não se limita a “administrar” um medicamento. É quem avalia, decide, executa, acompanha e assegura que a via subcutânea cumpre o seu objetivo: aliviar sintomas e manter a dignidade da pessoa num momento tão delicado como o que se encontra.
É também o Enfermeiro quem explica aos familiares como cuidar, responde a dúvidas e ajusta a abordagem sempre que necessário. Esta proximidade é, muitas vezes, tão terapêutica quanto o próprio tratamento.
A via subcutânea, quando bem utilizada, é um exemplo claro de como conhecimento técnico e sensibilidade humana podem andar de mãos dadas para oferecer conforto numa fase terminal.
Para aprofundar estas questões e conhecer, passo a passo, as melhores práticas no uso da via subcutânea em contexto paliativo, participe no webinário “Administração Subcutânea no Fim de Vida: Estratégias Essenciais em Contextos Paliativos” conduzido pela Enf.ª Natasha Franco, Mestre em Enfermagem Médico-Cirúrgica com competência acrescida em Cuidados Paliativos e uma vasta experiência na Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos.
Durante esta sessão são partilhadas orientações práticas, casos reais e estratégias para lidar com as principais dúvidas e desafios da via SC, sempre com foco na segurança, eficácia e humanização do cuidado.
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