Medicina Integrativa: uma abordagem centrada na pessoa e na saúde global

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Dia Internacional da Medicina Integrativa

Neste Dia Internacional da Medicina Integrativa, falamos sobre a sua importância e impacto nos cuidados de saúde.

O Dia Internacional da Medicina Integrativa é uma oportunidade para refletir sobre abordagens de saúde que vão além do tratamento da doença, colocando a pessoa no centro do cuidado. Esta data destaca a importância de integrar práticas convencionais e complementares de forma segura e baseada em evidência, promovendo o bem-estar físico e mental, a prevenção da doença e uma visão mais completa da saúde.
 
Celebrar esta data permite também conhecer o papel das terapias integrativas, compreender como podem ser combinadas com a medicina convencional e perceber de que forma profissionais de saúde podem atuar de forma multidisciplinar, promovendo cuidados personalizados, prevenção e uma abordagem centrada na pessoa.
 
 

O que é a medicina integrativa?

 
A medicina integrativa é uma abordagem à saúde que combina a medicina convencional com práticas complementares, desde que sustentadas por evidência científica e enquadradas num plano de cuidados seguro. O foco não é apenas a doença, mas a pessoa como um todo, considerando fatores físicos, emocionais, psicológicos e sociais.
 
A medicina integrativa não substitui os tratamentos médicos convencionais. Pelo contrário, procura complementá-los, promovendo uma visão mais ampla da saúde e da prevenção da doença.
 
Na prática, valoriza-se:
 
• a relação entre profissional de saúde e paciente;
• a tomada de decisão partilhada;
• a personalização dos cuidados;
• a promoção da saúde e da qualidade de vida.
 
Importa distinguir a medicina integrativa de abordagens alternativas não reguladas. Baseia-se sempre em evidência científica, segurança do paciente e articulação entre diferentes áreas da saúde, respeitando os princípios da medicina convencional. O objetivo é apoiar o bem-estar físico e mental, melhorar a adesão aos tratamentos e promover uma abordagem mais consciente da saúde.
 
 

Medicina integrativa e medicina convencional: diferenças e complementaridade

 
A medicina convencional e a medicina integrativa partilham o objetivo de cuidar da saúde, mas diferem na forma como estruturam os cuidados.
 
Medicina convencional:
 
• Foco no diagnóstico e tratamento da doença;
• Uso de protocolos clínicos padronizados;
• Exames, medicação e intervenções cirúrgicas;
• Essencial em situações agudas ou graves;
• Base biomédica e científica.
 
Medicina integrativa:
 
• Centrada na pessoa como um todo;
• Valoriza estilo de vida, nutrição, sono, gestão do stress e contexto emocional;
• Promove a saúde e a prevenção da doença;
• Relação próxima com o paciente;
• Planos de cuidados personalizados.
 
Quando combinadas, estas abordagens proporcionam cuidados mais completos, melhorando a adesão aos tratamentos, o acompanhamento contínuo e o impacto no bem-estar físico e mental.
 
 

Psicologia integrativa: como se insere numa abordagem integrativa na saúde

 
Na psicologia integrativa refere-se a intervenções complementares incorporadas de forma segura no cuidado à saúde, sempre baseadas em evidência científica. Estas terapias não substituem a medicina convencional, mas reforçam o bem-estar físico e mental e contribuem para uma abordagem global do paciente.
 
Na prática, a terapia é usada como complemento ao tratamento convencional para reduzir sintomas, dor ou stress, e é escolhida de acordo com necessidades individuais, histórico médico e objetivos de saúde. Muitas terapias têm também um efeito preventivo e de promoção da saúde, como técnicas de meditação, yoga, pilates ou aconselhamento nutricional.
 
Desta forma, a terapia integrativa amplia o cuidado médico, criando uma abordagem mais completa, centrada na pessoa e orientada para a melhoria contínua da qualidade de vida.
 
 

Quando e para quem a medicina integrativa pode fazer sentido

 
A medicina integrativa pode ser útil em diferentes fases da vida e para diversos perfis de pacientes, desde que aplicada de forma segura e sempre em articulação com a medicina convencional. 
 
 
Situações em que a medicina integrativa pode ser indicada: 
 
• Doenças crónicas
Pacientes com patologias como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares ou artrite podem beneficiar de estratégias integrativas que ajudam na adesão ao tratamento, na gestão de sintomas e na melhoria da qualidade de vida.
 
• Recuperação após doença ou cirurgia
Intervenções integrativas, como técnicas de relaxamento, fisioterapia complementar ou aconselhamento nutricional, podem acelerar a recuperação e reduzir o stress associado ao processo de convalescença.
 
• Promoção da saúde e prevenção
Mesmo em pessoas saudáveis, a medicina integrativa pode apoiar a manutenção de hábitos de vida equilibrados, a gestão do stress e a prevenção de desequilíbrios que, a longo prazo, podem levar a doenças.
 
• Saúde mental e emocional
Pacientes que enfrentam ansiedade, depressão ou fadiga crónica podem beneficiar de abordagens integrativas que promovem estratégias de coping, mindfulness, exercícios físicos adaptados e orientação psicológica, sempre como complemento ao acompanhamento médico.
 
 

O papel do profissional de saúde numa abordagem integrativa

 
Na medicina integrativa, o profissional de saúde não se limita a tratar a doença. 
 
O seu papel centra-se em acompanhar a pessoa como um todo, promovendo saúde, prevenção e bem-estar físico e mental, sempre em articulação com a medicina convencional.
 
O profissional de saúde atua como guia e facilitador, onde as suas principais funções passam por: 
 
• Avaliar o paciente de forma global, incluindo estilo de vida e fatores emocionais.
• Integrar terapias complementares de forma segura com tratamentos convencionais.
• Promover hábitos saudáveis e prevenção da doença.
• Coordenar a equipa multidisciplinar e apoiar decisões informadas do paciente.
 
 

Formação Especializada: uma visão integrada da saúde

 
A prática da medicina integrativa exige conhecimento sólido e atualizado, que combine fundamentos da medicina convencional com abordagens complementares seguras e baseadas em evidência. 
 
É neste contexto que programas de formação especializada, como os oferecidos pelo Instituto CRIAP, se tornam essenciais, ao preparar profissionais de saúde para atuar de forma integrada, promovendo o bem-estar físico e mental e a promoção da saúde de forma ética, segura e eficaz.
 
 
Especialização Avançada em Gestão de Emoções, Saúde e Bem-Estar
 
O Especialização Avançada em Gestão de Emoções, Saúde e Bem-Estar foca-se em capacitar os participantes para reconhecer a importância da gestão emocional no aumento da saúde mental e do bem-estar. A formação ensina a cuidar da saúde física, mental, emocional e financeira, apresentando técnicas para lidar com estados emocionais negativos e cultivar estados positivos de forma consciente, ao mesmo tempo que promove disciplina, resiliência e liderança pessoal.
 
 
Curso Pós-Universitário em Promoção da Saúde
 
O Curso Pós-Universitário em Promoção da Saúde oferece uma abordagem multidisciplinar e atualizada sobre estratégias e práticas de promoção da saúde. A formação capacita profissionais para planear, implementar e avaliar programas que integram dimensões físicas, mentais, sociais e ambientais, com foco em comunicação, literacia e participação comunitária, alinhando-se com os princípios da saúde planetária e do paradigma One Health.
 
 
Curso Avançado em Psicoterapia Integrativa
 
O Curso Avançado em Psicoterapia Integrativa fornece conhecimentos teóricos e práticos essenciais, promovendo uma visão integrada e transteórica da psicoterapia. Permite compreender os conceitos fundamentais, os principais fundamentos da integração em psicoterapia e distinguir diferentes modelos integrativos, desenvolvendo um pensamento clínico flexível e crítico.